LAPIDANDO VERSOS

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domingo, 13 de setembro de 2026

 

SUPERFICIALIDADE

Perdeu-se o brilho do olhar,

Junto com toda a pureza.

Na tela do celular,

Os olhares sem beleza.


Estamos escravizados

Por esta tecnologia.

Minutos nos são roubados

Todas as horas do dia.

 

São tantas horas preciosas,

Perdidas no virtual.

Longe dos jardins de rosas

E do olho no olho essencial.

 

Ó humano prisioneiro

Da superficialidade,

Este caminho traiçoeiro

Vai findar a humanidade.

 

Busque uma real conexão

Com o teu eu verdadeiro.

Não deixe o teu coração

Em caminho derradeiro.

domingo, 30 de agosto de 2026

 CAMINHOS DO PRAZER

 

Vão desvendando caminhos

As mãozinhas majestosas...

Fazendo mil e um carinhos

Nos seios das lindas rosas;

 

Abaixo do ventre a flor

Das canduras celestiais...

Envolta na linda cor

A vestir sonhos tão reais;

 

Lindo corpo feminino...

De curvas bem definidas;

Um presente do divino

Para alegrar nossas vidas;

 

Os caminhos do prazer

Começam bem lá nos lábios...

O beijo nos faz descer

E esquecer conselhos sábios;   

domingo, 28 de agosto de 2022


SONETO AO NAVIO NEGREIRO


Prisioneiros no fundo dos navios,

Despojados de seus pertences reais.

Amontoados uns nos outros, nos frios

Porões da embarcação como animais.

 

Corpos agonizavam nos sombrios

Porões, com fome, sede e, as mais letais

Doenças, olhares tristes e vazios,

Mergulhados nas horas sepulcrais.

 

Que as almas ganhem a libertação,

Almas de cada escravo prisioneiro,

E morto dentro do navio negreiro.

 

Que os teus versos flutuem na oração,

Ou no cantarolar das tantas aves,

Todas vestidas pela paz, Castro Alves.

sábado, 26 de junho de 2021

SONETO A CAMISOLA


Camisolas sedosas, provocantes...

De babado e decotes magistrais

A esconder bem as pérolas radiantes

Sempre loucas por beijos divinais;

 

Camisolas de alcinha, deslumbrantes...

As com florzinhas são fenomenais...

Dão colorido as noites excitantes

Onde os dedinhos correm naturais;

 

Uma taça de vinho e olhares nus

Que correm pelo corpo envolto em luz...

Arrebatado pelo calor real;

 

A camisola já está no chão...

Enquanto os corpos rolam no colchão

Numa troca de amores celestial;